PF indicia Temer e mais dez por corrupção, lavagem de dinheiro, e organização criminosa

Brasília - O presidente da República, Michel Temer, faz pronunciamento oficial no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)
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A Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 16, relatório conclusivo sobre o inquérito dos Portos, que indicia o presidente Michel Temer outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os indiciados está a filha de Temer, Maristela Temer.

Além dos indiciamentos, a Polícia Federal solicitou que os bens dos investigados sejam bloqueados. O inquérito apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente.

De acordo com a PF, as investigações envolveram provas como colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais e informações do Tribunal de Contas da União (TCU).

Os investigadores apuraram também o pagamento de propinas em espécie, propinas camufladas como doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas e empresas, além da atuação de companhias de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços.

O inquérito segue agora para a procuradoria-geral da República para que o Ministério Público decida se oferece ou não denúncia contra os suspeitos.

Indiciados

Os indiciamentos são contra o presidente Michel Temer, o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, os empresários Antônio Celso Grecco, Ricardo Mesquita e Gonçalo Torrealba, além do coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Temer, e da esposa do militar, Maria Rita Fratezi, do sócio do coronel, Carlos Alberto Costa, e do filho dele, Carlos Alberto Costa Filho, do contador Almir Martins Ferreira e da filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia.

 

 

Fonte: Veja

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