Ibope para o 2° turno: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos contra 41% Haddad

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
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Na primeira pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência no segundo turno da eleição para presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa com 59% dos votos válidos (excluídos os votos brancos, nulos e indecisos), e Fernando Haddad atinge 41%.

Já considerando os votos totais, Bolsonaro têm 52% das intenções de voto, contra 37% de Haddad. Votos bancos e nulos somam 9%, não sabem ou não respondem totalizam 2%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 14 de outubro, e entrevistou 2506 eleitores. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

Palavra de especialistas

Em entrevista ao Jornal O Estado de S. Paulo, o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os números do Ibope mostram que Haddad só conseguiria vencer a eleição se retirasse votos de Bolsonaro.

“Mesmo se Haddad conseguisse reverter a totalidade de brancos, nulos e indecisos, Bolsonaro venceria. O mercado eleitoral disponível para Haddad parece ser bem pequeno. Ele tem de ir atrás mesmo é do eleitorado de Bolsonaro”, disse Pimentel.

Já o professor Antonio Alkmim, da PUC-RJ, afirmou ver um quadro praticamente definido a favor de Bolsonaro. Em sua avaliação, apenas um fato novo e de forte impacto poderia tirar a diferença entre os dois candidatos a 13 dias da votação.

“O que podemos ver é que existe aí um teto do Bolsonaro, se compararmos com as pesquisas da semana passada. Ao mesmo tempo, a rejeição dele cai, enquanto a de Haddad aumenta. Faltando 13 dias para a eleição, existe um quadro quase que consolidado, a não ser que ocorra algo de forte impacto na campanha”, declarou Antonio ao Jornal Estado de S. Paulo.

Para o professor, a possível migração de votos de outros concorrentes, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), já ocorreu em direção ao petista e é raro que as intenções de voto mudem de trajetória no segundo turno.

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