Marcelo Vasconcelo – Precisa-se de Oposição séria

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Os mais hábeis comentaristas e especialistas do jornalismo têm dito, desde o decorrer das eleições passadas que a corrida eleitoral 2018 iria ficar marcada como uma Revolução do ponto de vista estratégico, político e partidário.

Isso se deveu ao fato de que alguém que enfrentava toda a mídia nacional, declaradamente como inimiga e, sem dinheiro para campanha tenha ganhado o pleito ao cargo de presidente da República. Mas, não se resume a só isso, se é que posso dizer que é “só”, uma vez que uma luta e vitória dessas não se têm notícia no lastro de nossa história.

 Outros fatos intrigantes têm, notoriamente, surgido no meio do eleitorado mais à esquerda do espectro político, quais sejam, a indignação pela corrupção e espírito de fiscalização do governo, dentre outros políticos!

Esses fatos são realmente um avanço do ponto de vista moral e cívico, pois, em tempos não tão remotos assim, os governantes saquearam o erário público e cometeram tantas outras absurdas práticas no desgoverno federal que urge indagar: onde esses fiscais estavam? Onde vivia esse mesmo eleitorado que não se manifestou! Mistério!

A coisa é tão revolucionária que a turma intitulada de “resistência” começou a fiscalizar os seus opositores sem nem mesmo terem assumido seus cargos! O que nos deixa com grande interrogação na cabeça é de fato: “Onde estava a resistência durante os maiores atos de corrupção do mundo?”

Bem, se por um lado a crítica é bem vinda e natural num espaço democrático, por outro, precisa ter o mínimo de coerência entre aquilo que se exige e aquilo que nuca quiseram fazer. Há alguns dias atrás, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi à posse do ditador Maduro, na Venezuela. Isso não seria grande acontecimento se aquele governo não tivesse perseguindo e até matado seus opositores, além de assistir a morte de incontáveis pessoas imersas na fome e na miséria.

Essa mesma pessoa, acima citada, profere com grande ímpeto e aos berros discursos alegando que o atual governo brasileiro é fascista e antidemocrático, ignorando totalmente as atrocidades cometidas pelo ditador venezuelano que ela apoia emocionada.

O que deixam evidenciar é que precisam de assunto para fazer aquilo que mais sabem, reclamar de todos os erros  que não sejam cometidos pelo seus inquilinos de ideologia. Nesse primeiro mês de governo não petista, eles elegeram uma pessoa para fazer patrulhamento de suas falas, a ministra Damares. Fazem pesquisas de suas pregações, reviram sua vida íntima, fazem de tudo para cavar assunto para causar espanto.

Aliás, linguagem figurada como hipérbole, metáforas e até comparações não existem mais, tudo é interpretado ao pé da letra, pois, se fossem interpretar conforme a linguagem alegórica gramatical, não teriam assunto para falar na mídia alimentada por eles mesmos.

 Precisamos, sim, de uma oposição de verdade, com pessoas inteligentes e compromissadas com um projeto de governo, não com um projeto de poder partidário, como se vê a muitos anos.

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